Internet Explorer 9 e considerações sobre browsers

A Microsoft lançou no último dia 14 de Março de 2011 a versão 9.0 do Internet Explorer. Tive o prazer de utilizar a versão Release Candidate por uns dias e finalmente a Microsoft criou um browser minimamente decente tendo com conta os restantes browsers no mercado actual.

No entanto, para mim, neste momento apenas existem 3 browsers que eu recomendo:

  • Firefox 4.0 (actualmente em Release Candidate mas já recomendo em relação à “velhinha” 3.6)
  • Chrome 10 ou superior
  • Opera 11

Qualquer um destes é um browser completo e compatível com os últimos standards. O Internet Explorer 9 apesar de se aproximar do pelotão da frente continua algo limitado (na minha opinião). Para além de ainda não suportar tão bem os últimos standards emergentes (mas suporta os mais importantes), não suporta vídeo WebM nativamente, não tem um sistema de add-ons/extensões digno desse nome, não tem spell-checker, e a lista continua. Mas comparativamente ao IE8 é um grande passo em frente suportando bastante melhor os standards actuais (finalmente suportando CSS2 na totalidade) e já suportando as partes mais importantes de HTML5 e CSS3. Tem também aceleração do rendering das páginas por hardware aproveitando a potência latente da placa gráfica do utilizador para acelerar a experiência na web.

Para além dos browser referidos temos ainda o Safari. Sinceramente em Windows acho que é um browser medíocre, sendo bastante pesado e pouco agradável em termos de interface, tal como todos os produtos de software Apple feitos para Windows (como o iTunes). Em Mac OS X acaba ser como o IE9 no Windows, ou seja, é o browser default do sistema operativo mas existem melhores alternativas.

Com isto tudo chegamos também a uma questão importante para quem faz desenvolvimento de aplicações web e especialmente web design. Que browsers devo suportar? Para começar vou listar os browsers que me dou ao trabalho de ir testando com alguma regularidade se suportam correctamente as páginas que desenvolvo:

  • Internet Explorer 7 (via emulação do Internet Explorer 9)
  • Internet Explorer 8 (via emulação do Internet Explorer 9)
  • Internet Explore 9
  • Chrome 10
  • Firefox 3.6
  • Firefox 4.0
  • Opera 11
  • Safari 5 (normalmente testar no Chrome garante que funciona sem problemas no Safari pois este usa o mesmo motor de rendering das páginas no entanto muito de vez em quando lá testo no Safari em Windows)

A meu ver esta lista cobre quase a totalidade dos utilizadores actuais da Internet, pelo menos em Portugal, Europa, América de Norte e países minimamente desenvolvidos no geral. Um browser que muita gente ainda tenta suportar é o Internet Explorer 6 mas na maioria dos países já não tem expressão suficiente para compensar o enorme trabalho adicional de contornar as suas “pancadas” e falta de suporte para standards. Já o Internet Explorer 7 me costuma dar altas dores de cabeça, especialmente a trabalhar com selectores CSS com posicionamentos relativos, e na minha opinião devia ser abandonado tão cedo quanto possível.

O Internet Explorer 8 foi o primeiro com o mínimo de suporte para standards e que “regra geral” funciona correctamente quando tudo está de acordo com os standards e funciona bem nos restantes browsers da concorrência. E visto que está disponível gratuitamente do Windows XP, Vista e 7 (e que mesmo para versões piratas dá para instalar sem problemas com o Windows Genuine Advantage) não percebo porque é que toda a gente não actualiza para esta versão. A única excepção que admito são as empresas que tenham aplicações web antigas e/ou feitas especificamente para funcionar no IE6. Para estes caso a Microsoft devia “forçar” (ou pelo menos recomendar veemente) a actualização para o IE8 e disponibilizar uma versão stand-alone do IE6 SP3 para utilização em aplicações legacy. É de louvar medidas como a existência do site “Internet Explorer 6 Countdown” mas é uma posição algo passiva ficar a olhar para o market share a descer e nada fazer para tentar forçar a sua redução a não ser falinhas mansas.

O Internet Explorer é mesmo caso único de longevidade de versões. Para todos os outros browsers é suficiente suportar a última versão estável e quanto muito a anterior a essa versão durante algum tempo depois do laçamento de uma nova versão estável (como é o caso do Firefox 3.6 agora que vai sair o 4.0 dia 22 de Março que pretendo suportar mais 6 meses pelo menos ou quando o Market Share cair para valores residuais). Já o Chrome tem um auto-update tão agressivo que basicamente uma semana depois de sair uma nova versão stable já ninguém está a usar a stable anterior. E o Opera e o Safari também avançam rapidamente em termos de uso de uma versão stable de uma para outra.

Aqui ficam alguns dados da StatCounter para contextualizar as minhas afirmações e decisões:

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Outros dados que podem servir de suporte a estas decisões são os valores worldwide da NetApplications (que infelizmente não são tão optimistas como os da StatCounter) e podem ser consultados aqui: StatCounter March 2011

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