Olá Google Chrome, Adeus Mozilla Firefox

Após muitos anos com o Mozilla Firefox como default browser (desde a versão 1.0PR lançada em 14 de Setembro de 2004) acabei por mudar para o Google Chrome.

Não foi uma mudança fácil, tenho um grande “apego emocional” pelo Firefox, mas realmente o Chrome é superior em muitos aspectos, não em todos.

1º que tudo é muito mais rápido que o Firefox a arrancar e a renderizar páginas (mas isso só se nota em páginas com alguns scripts mais pesados).

2º tem muito maior resistência a crashs. O Firefox tem a tendencia de crashar de vez em quando devido a site com Flash ou PDF (ao carregar o plugin do Adobe PDF Reader). Graças à separação de processos do Google Chrome mesmo que um plugin crashe o browser mantém-se intacto. E sim o Firefox memoriza a tabs em caso de crash mas não deixa de ser incómodo fazer o reload (além de que não funciona 100% das vezes) e não guarda muitas vezes aquilo que se estava a inserir em forms (como aqui no WordPress).

3º suporta mais standards que o Firefox. Não que o Gecko (motor do Firefox) esteja muito atrás do WebKit (motor usado no Chrome) mas é sempre interessante ter um browser que suporta o último grito. Suporta também a tag <video> do HTML5 com H.264 em vez de apenas Ogg Theora.

4º A interface apesar de não ser tão personalizável (um ponto onde o Firefox ganha a  TODOS os concorrentes de longe) é bastante agradável e minimalista de origem poupando espaço para o que realmente interessa… as páginas web.

5º Finalmente tem extensões. Sem isto nunca mudaria para o Chrome. Ainda não tem o nível de extensibilidade do Firefox mas é perfeitamente aceitável para um uso comum.

6º A extensão Google Mail Checker Plus é melhor do que qualquer uma disponível para o Firefox actualmente.

No entanto nem tudo são rosas:

1º O sistema de multi-processos é um pau de dois bicos. Se por um lado é mais estável e seguro torna-se ineficiente. Tal deve-se ao facto de se gerar um overhead, pois por cada aba vai haver duplicação de informação que caso estivesse contida num único processo poderia ser partilhada. Como tal em alguns cenários o Chrome chega a gastar o dobro da memória do Firefox. O Firefox na série 3.x fez um óptimo trabalho em reduzir a “memory footprint” e é actualmente o browser mais eficiente nesse sentido. O Chrome por outro lado devido à sua arquitectura é dos piores

2º A sincronização de bookmarks nativa do Chrome é muito limitada. Apenas permite sincronizar cerca de 100 bookmarks por dia. Para mim, que possuo mais de 800 bookmarks, demoraria uma semana a tê-los todos guardados no Google Docs. Por tal ser insustentável uso o Xmarks para Chrome, com a vantagem que também me mantém o Firefox sincronizado com o Chrome quando o uso. Pena é que o Xmarks para o Chrome não é tão maduro como a versão para Firefox. Muitas vezes a sincronização falha e sou obrigado a fazer intervenções manuais.

3º Não arranjo uma extensão tipo FlashGot do Firefox para gerir a forma como faço downloads. É algo que gosto bastante mas consigo sobreviver sem essa extensão.

4º O AdThwart é muito bom mas não se compara ao Adblock do Firefox em termos de funcionalidades. Mas mais uma vez dá para sobreviver com o nível de funcionalidade actual.

5º Para se gerir a subscrição de feeds é necessária uma extensão. O Chrome não possuí tal funcionalidade nativamente.

Apesar disto tudo estou contente com a decisão para já. Mas espero que o Firefox na versão 3.7 e 4.0 cumpra realmente o prometido. Isto é, tornar-se um browser mais moderno, limpo, estável, rápido e competitivo. Se o Opera conseguiu porque não o Firefox. Neste momento até prefiro usar o Opera que o Firefox (vá… não tanto porque faltam-me 1 ou 2 extensões no Opera mas percebem a ideia). Mas o Firefox anda sempre por aqui no PC, quer seja para testar algum Web Development que faço quer para fazer um retirada estratégica caso o Chrome me desiluda hehehehe…

De qualquer das formas a competição no mundo dos browser foi relançada com o Chrome a atingir alguma maturidade na versão 4.0 (já o tinha sido no seu lançamento mas faltava-lhe maturidade em relação aos seu concorrentes). Outro ponto importante neste reacender dos conflitos é o Ballot Screen na União Europeia. De qualquer das formas retirando o Internet Explorer da equação acho que o “clash” vai ser entre o Firefox e o Chrome. Se o Firefox não evoluir vai ser esmagado pelo Chrome a longo prazo no entanto se a ameaça o fizer despertar podem muito bem juntos destruir o domínio do Internet Explorer. Também espero algum aumento na quota de mercado do Opera mas para já acho que vai ser difícil tornar-se um peso pesado neste combate.

Para terminar mais este LOOOOOONGO post deixo uma imagem humorística do Firefox a batalhar com o Chrome à la Pokémon Red/Blue 😉 Isn’t it funny?

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